Construção naval: projeto do maior porta-contêiner do mundo movido a energia nuclear será desenvolvida pela China

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O novo projeto da China pode ser considerado por muitos uma revolução no setor de construção naval

A China State Shipbuilding Corporation (CSSC) abalou o cenário naval ao divulgar planos audaciosos para a construção do que pode se tornar o maior porta-contêineres movido a energia nuclear do mundo. Este anúncio ocorreu na terça-feira, 5, durante a prestigiada exposição Marintec China em Xangai, revelando uma embarcação de classe 24.000 TEU alimentada por um reator de sal fundido de quarta geração, conforme o site gCaptain.

A CSSC, em uma publicação no Weibo, afirmou que o colossal navio porta-contêineres nuclear foi meticulosamente projetado para atingir “zero emissões” durante todo o ciclo operacional. Esta iniciativa reflete o compromisso crescente da indústria naval com práticas mais sustentáveis e alinhadas às metas internacionais de redução de emissões.

A sociedade classificadora DNV esteve presente na cerimônia de lançamento para emitir uma “aprovação de princípio” ao estaleiro CSSC Jiangnan Shipbuilding, sinalizando um avanço significativo na aceitação e viabilidade deste projeto naval visionário da China.

Reatores de sal fundido: inovação na propulsão nuclear na construção naval

O coração deste gigante naval da China será um reator de sal fundido (MSR), uma tecnologia inovadora que oferece maior segurança e eficiência na produção de eletricidade. De acordo com a CSSC, o reator opera em alta temperatura e baixa pressão, minimizando os riscos de derretimento do núcleo e integrando recursos antiproliferação.

Os reatores de sal fundido da construção da China (MSRs) são uma forma avançada de reatores nucleares modulares, utilizando uma mistura líquida de sais como combustível e refrigerante. Essa abordagem permite um controle mais preciso da reação nuclear, resultando em maior segurança e potencial para otimização do combustível.

Desafios e perspectivas para a propulsão nuclear marítima 

Apesar de décadas de sucesso na aplicação de energia nuclear a embarcações navais e governamentais, a utilização comercial ainda enfrenta desafios significativos. Um estudo recente da ABS sugeriu que a propulsão nuclear em embarcações comerciais pode oferecer benefícios substanciais, desde aumento da capacidade de carga até a eliminação de emissões de CO2 e a necessidade de reabastecimento ao longo de 25 anos.

Christopher Wiernicki, presidente e CEO da ABS, destacou que a propulsão nuclear é uma peça fundamental para alcançar um mundo com emissões líquidas zero. No entanto, ressalta que há questões críticas a serem endereçadas, e a indústria naval deve avaliar essas tecnologias com foco na segurança.

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